
Tribuna Popular. — O Grupo de Trabalho do Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO) reuniu-se no dia 19 de abril em Istambul, Turquia, onde acordou que a 24ª edição deste importante fórum de coordenação política será realizada em Havana, Cuba, de 7 a 9 de agosto de 2026.
O encontro ocorrerá sob o lema: “Defender e honrar o legado da Revolução Cubana no centenário de Fidel, aprofundar nossa solidariedade com a Cuba socialista; fortalecer nossas ações conjuntas e unir nossas forças pela paz e contra a agressão imperialista.”
Durante a reunião, o Grupo de Trabalho também aprovou uma declaração conjunta de solidariedade com Cuba, na qual os partidos participantes expressaram seu firme repúdio ao que descreveram como uma crescente agressão multidimensional dos Estados Unidos contra a ilha, mantida desde 1959 e que, segundo o documento, atingiu níveis “intoleráveis” hoje.
A declaração denuncia que essa política vai além do bloqueio econômico, comercial e financeiro e constitui uma estratégia de “estrangulamento” que afeta diretamente as condições de vida do povo cubano, incluindo o acesso a serviços básicos como eletricidade e saúde. Também alerta sobre ameaças militares e ações hostis que, na visão dos signatários, buscam minar o projeto socialista cubano.
Nesse sentido, os partidos comunistas e operários reafirmaram seu compromisso de fortalecer a solidariedade internacional com Cuba, denunciando o bloqueio e opondo-se a qualquer forma de agressão, enfatizando que a defesa da Revolução Cubana constitui, como afirmaram, uma responsabilidade histórica.
Além disso, o Grupo de Trabalho adotou uma resolução de solidariedade com os povos do Irão, Líbano e Palestina, condenando as ações militares dos Estados Unidos e de Israel na região. O documento aponta que essas agressões causaram milhares de vítimas, a destruição de infraestruturas e o agravamento da crise econômica global, afetando particularmente os setores mais vulneráveis.
O texto também alerta que essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla que coloca em risco a paz mundial e a soberania dos povos, em consonância — segundo o documento — com doutrinas históricas de intervenção.
Os partidos signatários reiteraram seu apoio às lutas dos povos pela paz, soberania nacional, direitos humanos e justiça social, enfatizando que o destino de cada nação deve ser determinado sem interferência externa.



