
O Novo Partido Comunista dos Países Baixos (NPCN) mudou oficialmente o seu nome para Partido Comunista dos Países Baixos (Communistische Partij van Nederland – CPN [PCN em português]).
A decisão foi adotada por unanimidade num congresso extraordinário do partido realizado a 26 de setembro, de acordo com uma resolução política publicada pelo jornal do partido Manifest a 3 de outubro. O partido afirma que continuará a sua luta pelos interesses da classe trabalhadora e pelo socialismo sob o nome histórico do PCN.
Ao explicar a decisão, o partido traça a sua tradição política através da história do movimento comunista neerlandês, em particular o Partido Social-Democrata (SDP), que adotou o nome Partido Comunista dos Países Baixos em 1918. De acordo com a resolução, o PCN histórico desempenhou um papel importante nas lutas dos trabalhadores e na resistência comunista contra a ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
A resolução recorda também a crise do antigo PCN durante a década de 1980. O texto refere que os comunistas se opuseram ao que consideravam ser o rumo cada vez mais reformista do partido, organizando-se em torno do Horizontaal Overleg Communisten e estabelecendo mais tarde a Liga dos Comunistas nos Países Baixos (VCN, [Verbond von Communisten in Nederland]).
Após a dissolução do antigo PCN em 1991, o NPCN foi fundado a 14 de novembro de 1992, através de uma iniciativa que envolveu a VCN, antigos membros do PCN e grupos comunistas regionais. A resolução reconhece explicitamente que o NPCN não era o sucessor jurídico formal do antigo PCN, descrevendo contudo a sua criação política como uma continuação ou um “recomeço” do partido comunista.
Segundo o partido, a designação “Novo Partido Comunista – NPCN” foi originalmente adotada porque obstáculos legais impediam a utilização do nome histórico PCN. Uma vez que estes obstáculos deixaram de existir, o congresso extraordinário concluiu que “Partido Comunista dos Países Baixos” reflete com maior precisão a identidade do partido, os seus princípios marxistas-leninistas e a sua participação no movimento comunista internacional. Trinta e cinco anos após a dissolução do antigo PCN, as siglas PCN regressam assim formalmente à vida política neerlandesa.




