... Quem escolhe uma profissão que valoriza muito, estremecerá perante a ideia de ser indigno dela; ele irá agir de maneira nobre apenas se a sua profissão for nobre.

Mas o guia que deve conduzir-nos na escolha de uma profissão é o bem-estar da humanidade e a nossa própria realização. Não se deve pensar que esses dois interesses possam estar em conflito, que um tenha de destruir o outro; pelo contrário, a natureza humana é constituída de modo que ele apenas pode alcançar o seu próprio aperfeiçoamento trabalhando pela perfeição, pelo bem de seus iguais.

Se ele trabalhar apenas para si mesmo, pode até tornar-se famoso, um grande sábio, um excelente poeta, mas nunca poderá estar realizado, ser um homem pleno. […]

Se escolhermos uma profissão em que possamos trabalhar ao máximo pela humanidade, não nos poderemos dobrar sobre o seu peso, pois será um sacrifício pelo bem de todos; não experimentaremos então uma alegria mesquinha, limitada e egoísta, mas a nossa felicidade irá pertencer a milhões, viveremos de ações silenciosas mas em constante trabalho e sobre as nossas cinzas serão derramadas quentes lágrimas de pessoas nobres.

Karl Marxhttps://www.marxists.org/portugues/marx/1835/08/16.htm (efetuaram-se acertos à variante do português do Brasil)