Em 1931 o escritor alemão Emile Ludwig ao entrevistar Stáline perguntou-lhe:

 «Parece-me que uma grande parte da população da União Soviética experimenta o sentimento de temor, de medo, perante o Poder Soviético e que é nesse sentimento de medo que, em certa medida, assenta o poder soviético. (...)»

Stáline respondeu: «Você está errado. Mas o seu erro é o erro de muitos. Será que pensam realmente que teria sido possível manter o poder e contar com o apoio de milhões de massas ao longo de 14 anos graças ao método da atemorização e intimidação? Não, isso é impossível. (...)

«É certo que existe uma pequena parte da população que efetivamente teme o poder soviético e o combate. Refiro-me ao que resta das classes agonizantes e liquidadas, antes de mais, a uma parte insignificante dos camponeses – os kulakes (...).

«Mas se tomarmos a população trabalhadora da URSS, os operários e camponeses, que representam não menos de 90 por cento da população, então temos que eles defendem o Poder Soviético e que, a sua esmagadora maioria apoia ativamente o regime soviético. Apoiam a sociedade soviética não por causa do medo, mas porque ela está ao serviço dos interesses profundos dos operários e dos camponeses.

É aqui que reside o fundamento da solidez do Poder Soviético, e não na chamada política de atemorização

Mikhail Kilev, “Khruchov e a desagregação da URSS” – 1.ª edição em búlgaro, em 1997 –, pp. 50/51

http://www.hist-socialismo.com/docs/Khruchoveadesagregacaodaurss.pdf