Os camaradas russos tomaram o poder em 1917. Aplicando os métodos revolucionários, conseguiram vencer a burguesia interior e estrangeira e, após 6 anos de trabalho e de lutas, os operários estão senhores, incontestavelmente, de um imenso país, onde a vida económica renasce, rápida e unicamente em proveito dos que trabalham.

Em 1918, os sociais-democratas da Áustria e da Alemanha encontraram-se sós no poder, dispondo de grandes organizações e de massas operárias mais consideráveis do que a Rússia. Em lugar de estrangular a burguesia foram atrás das quimeras democráticas, perdendo desta forma, metodicamente, o poder e as conquistas operárias.

A Áustria, após 5 anos de experiências reformistas, encontra-se dominada por um ditador da Sociedade das Nações que a explora em proveito dos banqueiros internacionais.

A Alemanha está nas garras dos magnates industriais e dos generais de Guilherme II, dos Stines e dos Ludendoff. O reformismo não realiza o socialismo, apenas faz a cama à reação.

Esta comparação é concludente e mostra que só os métodos revolucionários dão a vitória ao operariado.

Da intervenção de Humbert Droz, delegado da Internacional Comunista ao 1.º Congresso do PCP (10-12/11/1923). http://www.ges.pcp.pt/bibliopac/imgs/com207.pdf